quarta-feira, 4 de março de 2015

Entidades recomendam reajuste de 14,11 no frete

Sindicato gaúcho já orientou seus associados neste sentido
buraco rodovia


Uma reunião da Comissão de Equilíbrio Concorrencial do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (SETCERGS) realizada na tarde de ontem, 03 de março, referendou a recomendação da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) para o reajuste do frete em 14,11%.
Estudo elaborado pela NTC&Logística aponta que os fretes praticados por empresas têm uma defasagem de 14,11% com relação aos custos efetivos da atividade. Conforme a entidade, a diferença decorre, principalmente, da inflação sobre insumos do setor, além de perdas que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. O levantamento foi apresentado em reunião do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET), realizado no dia 26 de fevereiro, em Salvador.
De acordo com a NTC&Logística, entre os itens que vêm pressionando as despesas dos transportadores estão o forte impacto do aumento do preço do óleo diesel, das restrições à circulação de veículos nos centros urbanos, barreiras fiscais, ineficiência de terminais de embarcadores, questões trabalhistas e o aumento significativo de exigências operacionais, comerciais e financeiras por parte dos clientes. Somam-se a isso as precárias condições da infraestrutura enfrentadas pelas empresas e a escassez de mão de obra qualificada, que registra atualmente uma falta de 106 mil motoristas no mercado. A insegurança também impacta nos custos. Para evitar roubo de cargas, as empresas têm sido obrigadas a investir recursos pesados no uso de escoltas e planos de gerenciamento de risco.

FONTE CARGA PESADA

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