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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Conheça Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha

Em passeios de 10 a 34 quilômetros de bicicleta, o turista percorre parreirais e visita as atrações históricas do município da Serra Gaúcha
Divulgaçao / Em passeios de 10 a 34 quilômetros de bicicleta, o turista percorre parreirais e visita as atrações históricas do município da Serra Gaúcha 
Entre vinhos, bikes e esportes radicais, um tour pela charmosa cidade
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O italiano Ítalo Calvino certa vez escreveu que há cidades que se repetem em cada canto, para que sua essência se fixe na memória do viajante. Mesmo que seja redundante contar ao leitor que há parreirais em toda parte da capital brasileira da uva e do vinho, esta é a característica-síntese de Bento Gonçalves. Estão plantados nos jardins, na praça em frente à Igreja São Bento, na fachada de boa parte das vinícolas. Depara-se com a uva não só o enoturista, mas também quem procura por aventura ou quer conhecer mais da história do destino. A uva está presente em todos os roteiros e só o enoturismo representa 30% da receita da cidade.
À primeira vista, a cidade parece pequena para ser destino de tantos perfis diferentes de viajantes. Mas a diversidade de roteiros garante a alcunha de “destino para a família toda” sem cair no clichê. Por ano, a cidade de 112 mil habitantes recebe cerca de 300 mil turistas. O calendário do município, disponível no site da Prefeitura, apresenta motivos mensais para ir à cidade: na primavera, a Avaliação Nacional de Vinhos e o Bento em Dança; no verão, o Natal e a colheita das uvas; no outono e inverno, o frio da Serra Gaúcha, época propícia para experimentar o melhor da culinária italiana sem culpa. Sente-se em um dos restaurantes da cidade e a refeição invariavelmente começa com um cappelletti in brodo e uma taça de vinho branco. Como boa parte dos restaurantes funciona no esquema de rodízio, é possível que na sequência venham lasanhas, risotos, massas recheadas, polenta, vitela, cordeiro, carne bovina e outras especialidades da nonna.
Serviço
Como chegar
Voo de Curitiba a Porto Alegre (cerca de R$ 273 ida e volta – valor consultado em 16/12) e ônibus de Porto Alegre a Bento Gonçalves (115 km de distância, a partir de R$ 24 a passagem).
Onde ficar
Dall’Onder Grande Hotel, Rua Herny Hugo Dreher, 197, Bento Gonçalves (RS) – (054) 3455-3555 (entre R$ 194 e R$ 248 a diária para o casal + café da manhã – depende o dia da semana).
Pousada do Chalé, Rua São Paulo, 787 A, Bento Gonçalves (RS) – (054) 3452-2763 (de R$ 165 a R$ 220 a diária para o casal + café da manhã).
Mais informações
Para ver as rotas turísticas completas, acesse www.turismobento.com.br ou baixe o aplicativo para smartphone e tablet “Turismo Bento”, que contém dicas de hotéis e pousadas, bares e restaurantes, o mapa da cidade, entre outras informações.
Uma vez em Bento Gonçalves, não economize sola de sapato ou voltará arrependido para casa. Tire no mínimo um dia inteiro para cada uma das rotas organizadas pela Secretaria Municipal de Turismo. Há alguns anos a Prefeitura se debruçou sobre as possibilidades dos vales e tradições da cidade e oficializou em roteiros o que as famílias e os empresários da região organizaram por conta própria em anos anteriores. O resultado são cinco rotas rurais, chamadas de Vale do Rio das Antas, Cantinas Históricas, Encantos de Eulália, Vale dos Vinhedos e Caminhos de Pedra, responsável por conter o êxodo rural e trazer de volta o orgulho de trabalhar com a terra.
História viva
Da paisagem de Bento Gonçalves faz parte também o dialeto vêneto. Não é difícil ouvir uma exclamação (sempre acompanhada de gestos largos) – Dio santo! Madona! – em meio às pipas de vinho. Nos roteiros Vale dos Vinhedos e Cantinas Históricas, cada uma das vinícolas – tanto as grandes quanto as pequenas – tem uma programação especial que geralmente começa com o relato da história da família, seguido de explicações sobre sua produção de vinhos e, ao fim, degustação dos rótulos da casa.
O passeio de maria-fumaça é outro programa que reconta as memórias da cidade. O trajeto tem 23 quilômetros e passa pelas cidades de Garibaldi e Carlos Barbosa. No caminho, apresentação de teatro e bandas gaúcha e italiana, que canta em vêneto. Ao parar na primeira estação, há degustação de vinhos coloniais e suco de uva. O trem sai em quatro horários (9h, 10h45, 14h e 16h – reservas pelo (54) 3455-2788) e a volta à estação é feita de ônibus (R$ 80 por pessoa em alta temporada).
O pacote ferroviário inclui conhecer o Parque Temático Epopeia Italiana, em Bento Gonçalves. No galpão são nove espaços construídos que remetem a 1875, ano em que os primeiros imigrantes italianos chegaram na região. Guiado por Lázaro e Rosa, o visitante vai conhecer os 2 mil metros de área construída – um dos cenários é a vila italiana de onde saiu o casal, com direito a fonte de água e luzes nas janelas e uma sala de vídeo dentro de um porão de navio.
Brisa da Serra
Uma das formas de explorar a cidade é pelo recém-lançado projeto de cicloturismo “Que tal de bike?”. São oito passeios em quatro regiões da cidade, organizados pelo Hotel Dall’Onder e pela empresa Caminhos do Sertão. Os passeios podem ser de três a oito horas e as distâncias, de 10 a 34 quilômetros. Os preços vão de R$ 180 a R$ 270 com desconto para grupos de dez pessoas ou mais. Os ciclistas são acompanhados de equipe treinada, um carro de apoio e volta ao hotel de ônibus. Não precisa ser hóspede para participar do passeio, basta reservar com antecedência pelo (054) 3455-3555. Um dos itinerários mais cinematográficos – e também o mais curto – é pela rota Caminho de Pedras, um passeio entre casarões antigos construídos pelos imigrantes italianos no início do século XX. Cinematográfico não é exagero: na Casa Strapazzon foi filmado o filme “O Quatrilho”, de Fábio Barreto e trechos de novelas globais.
Quem gosta de adrenalina deve agendar um dia no Parque de Aventuras Gasper, na rota Encantos de Eulália. No parque há arvorismo, tirolesa, rapel e outros esportes de aventura. A vista do paredão rochoso, onde está a plataforma do rapel e a instalação do arvorismo, é uma das vistas mais bonitas da cidade.

Conheça mais sobre as rotas de turismo na cidade:
Vale dos Vinhedos
O roteiro apresenta o legado dos imigrantes italianos, que chegaram ao Brasil em 1875. Foi neste local onde encontraram a topografia privilegiada para o cultivo da videira. Durante a safra, entre janeiro e março, os visitantes são convidados a comer a fruta diretamente do parreiral e acompanhar a colheita e o trabalho de elaboração dos vinhos. São mais de 30 vinícolas familiares na região de cerca de 80 km², cuja maior parte fica em Bento Gonçalves e abarca também Garibaldi e Monte Belo do Sul.
Vale do Rio das Antas
Neste roteiro, há vinho, mas também cachaça: a cachaçaria, restaurante e pousada Casa Bucco ((54) 3504-2026), assim como as vinícolas da região, também promove degustações da cachaça. Na mesma região, é possível ir ao Belvedere e observar as águas do Rio das Antas formando uma enorme “ferradura” ao redor de uma montanha e a ponte Ernesto Dornelles. O Vale abriga também, na sede do Distrito de Tuiuty, o parque industrial e o Parque Temático da Uva e do Vinho dos Vinhos Salton, uma construção de 30 mil m².
*A jornalista viajou a convite da Secretaria de Turismo de Bento Gonçalves.

A maria-fumaça parte de Bento Gonçalves e percorre 23 quilômetros, passando pelas cidades de Garibaldi e Carlos Barbosa Divulgaçao



 FONTE GAZETA DO POVO


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

As maravilhas da Patagônia argentina

Fotos: Divulgação Ministério de Turismo de Chubut
Fotos: Divulgação Ministério de Turismo de Chubut / Em Puerto Piramides, próximo a Trelew, as baleias franca austral chegam muito próximas às embarcações  
Em Puerto Piramides, próximo a Trelew, as baleias franca austral chegam muito próximas às embarcações

De avião, moto ou carro, visitar essa região é desfrutar de uma natureza deslumbrante e selvagem
Se Buenos Aires, Ushuaia e Bariloche são páginas viradas em seu álbum de viagens, saiba que a Argentina pode te surpreender uma vez mais. Forte Valdes, Punta Tombo e Parque Nacional Los Alerces são destinos localizados na altura da região central daquele país e que podem ser alcançados por aventureiros sobre rodas ou em voos com conexão na capital argentina, partindo de Curitiba.
Descontada a ainda tímida estrutura local da Província de Chubut (é preciso pescar boas opções de restaurantes e hotéis, mas elas existem e podem te surpreender), as cidades de Trelew e Esquel, ao leste e ao oeste, servem de quartel-general para quem sabe que muitas vezes a beleza das atrações é diretamente proporcional ao esforço para atingi-las. Acordar cedo e encarar pequenas viagens rumo a santuários ecológicos locais são o preço a pagar para desfrutá-los.
Se a ideia não é fazer todo o circuito (Trelew fica a 618km de Esquel), dá para ficar em apenas uma das cidades e aproveitar muitas atrações: pinguins-de-magalhães, baleias franco austral, lobos marinhos, toninas (uma espécie de golfinho) fazem a festa de crianças e de adultos, em espaços invejáveis de conservação da fauna. Paradas para o té galês (um chá com cara de café colonial, repleto de tortas doces, que os brasileiros adoram) e para uma bela massa artesanal acompanhada de cerveja feita na região ou vinho são obrigatórias para os nossos turistas.
Clima variável
Na região o clima varia muito entre o dia e a noite, por isso é bom levar opções para frio e para o calor. Como os trekkings são comuns, leve mochila, agasalho, roupas confortáveis e calçado adequado para caminhar, além de traje de banho e protetor solar. Leve pesos argentinos do Brasil pois há poucas casas de câmbio nas cidades de Trelew, Esquel e outros municípios próximos.
Entre os olhos, o deserto
Atravessando de Trelew rumo ao oeste (e à cidade de Esquel), a viagem é longa, de 603 km, mas rende um mergulho em paisagens desérticas pela Ruta 25. As paredes de pedras vermelhas que se levantam de tempos em tempos e o vento fresco sob sol forte são outro lado deslumbrante da Patagônia argentina.
Natureza viva
Neve, codilheira e principalmente natureza viva. Estas são as preferências do turista brasileiro quando visitam Chubut, segundo Cynthia Garibotto, directora de imprensa da Secretaria de Turismo da província. Ver os pinguins e fazer mergulho são as atividades mais procuradas.
Essencial
Tudo o que você precisa saber para desfrutar das paisagens exuberantes da Patagônia argentina:
Como chegar
A melhor maneira de se chegar a Trelew ou Esquel é via Buenos Aires. A Aerolíneas Argentinas mantém voos para a capital argentina partindo de Curitiba: há um voo diário entre as cidades, que sai às 16 horas e chega às 17h35. De Buenos Aires para Trelew são quatro voos diários, mas o que dá conexão imediata é o que sai às 18h55 e chega às 20h55. De Buenos Aires para Esquel há um voo um diário, que sai às 12h50 e chega às 15h23. Voos entre Trelew e Esquel fazem conexão na capital argentina e são parcialmente operados pela Austral e pela Sol Linhas Aéreas. Informações no www.aerolineas.com.ar.

Passeios
Safari Lacustre em Puerto Chucao: 440 pesos (na última semana um peso valia R$ 0,31) para adultos.
Contemplação de toninas: 500 pesos adultos e metade para menores, bebês não pagam.
Yellow Submarine: para visão submersa de baleias custa 1.280 pesos para adultos e 640 crianças a partir de 3 anos.
Té Gales: custo médio entre 120 e 180 pesos para adultos.
Visão de baleias embarcado: 950 pesos para adultos e 475 para crianças.
Snorkeling com lobos marinhos: 1.100 pesos.
Península Valdes: 180 pesos para adultos e 90 crianças.
Punta Tombo: 100 pesos a tarifa cheia e 40 crianças.
La Trochita: 300 pesos.
Onde comer
Trattoria Miguel Angel: oferece massas artesanais especiais, com destaque para o Ravióli a La Rossini. Avenida Fontana, 246, Trelew.
Ty Te Caerdydd: clássico chá galês com tortas, famoso por ter sido visitado pela Princesa Diana. Finca 202, Zona de Chacras, Gaiman.
Don Chiquino: especializado em carnes e massas, com destaques para os sorrentinos de cervo e de truta acompanhados com a cerveja artesanal Esquel. Avenida Ameghino 1.641, Esquel. www.donchiquino.com.
Casa de Té La Mutisia: as tortas cremosas e a torta galesa têm de ser experimentadas. Avenida San Martín 170, Trevelin.
www.casadetelamutisia.com.ar.

Pacotes
A New Age tem um pacote para Puerto Madryn de 4 noites de hospedagem que inclui café da manhã, traslados e excursão regular para a Península Valdes. Não inclui parte aérea. É possível incluir noites extras, passeios opcionais e navegação para contemplação das baleias. Os preços variam conforme hotel escolhido, de 463 a 634 dólares por adulto, alguns sem cobrança de criança. Site: www.newage.tur.br
A Turismo Sob Medida tem pacotes de seis noites de hospedagem com café da manhã, sem incluir passagem aérea. Com entrada na reserva de Punta Loma, excursão a Península Valdes, contemplação de baleia embaixo d’água no Yellow Submarine, entre outros. Os preços variam conforme hotel contratado, que varia de 1.352 a 2.030 dólares por adulto. Site: www.turismosobmedida.tur.br.
Onde ficar
As tarifas para temporada de alto verão 2015 em Esquel de hotéis custam para dois hóspedes entre 300 e 984 pesos; hosterias entre 450 e 1.560; cabanas de 700 a 800 pesos. Em Puerto Madryn, o La Posada, quatro estrelas, tem habitações duplas de nível superior a partir de 858 pesos a diária. Site: www.la-posada.com.ar
O Rincones del Sur, três estrelas, fica em Trevelin e é um complexo de cabanas de primeira categoria, com ampla vista panorâmica das montanhas do povoado, com preço de 21 de dezembro a 20 de fevereiro de 122 dólares a cabana dupla. Site www.rinconesdelsur.com.ar
O repórter viajou a convite do Ministério de Turismo de Chubut

Patagônia argentina Ampliar

Península Valdes: Ao leste, próximo a Trelew, é possível fazer um passeio embarcado para observação da baleia franca austral desde o povoado de Puerto Piramides. No local as fêmeas esperam seus filhotes atingirem os três anos para retornarem ao alto-mar. A sensação de estar a poucos metros de animais de até 18 metros e 80 toneladas impressiona. A 100 km dali, Puerto Madryn é a base para saídas de buceo (mergulho, em espanhol) com os divertidos lobos marinhos, que podem ser tocados pelos visitantes, um programa que deve ser feito cedo, antes de a maré baixar. A vista da colônia de animais impressiona. Na foto: As baleias podem chegar a ter até 80 toneladas.  
FONTE
Adriano Justino/Gazeta do Povo


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