|
||
A utilização de aparelhos rastreadores nos caminhões é uma exigência da grande maioria das transportadoras, principalmente para os carreteiros autônomos. Sem o equipamento é mais difícil de conseguir bons fretes, admitem os estradeiros. Nas frotas das grandes empresas esse item já faz parte do kit de acessórios obrigatórios para a segurança do veículo e do motorista. Mesmo assim, há quem reclame da vigilância constante sobre a vida pessoal do motorista, enquanto a preocupação maior deveria ser em relação ao caminhão e à carga transportada. O rastreador custa caro e a mensalidade do serviço algumas vezes é paga pelo embarcador. As críticas também se estendem para os sinais fracos em determinadas rotas, os quais acabam gerando problemas para o motorista, com o bloqueio do veículo em razão das dificuldades de comunicação. Para o autônomo Marlon Brandt, o rastreador é indispensável para que ele possa prestar serviço como agregado para uma transportadora da ArgentinaBrandt está acostumado a viajar pelo território nacional e internacional, ou “para onde tiver o melhor frete”, acentua. Nunca teve dificuldades na operação do rastreador, reclama apenas dos eventuais bloqueios que acontecem principalmente no trecho entre Curitiba e São Paulo, considerado crítico pela alta quantidade de assaltos a motorista de caminhão. Nesse trecho o sinal fica muito fraco e às vezes até as ligações por celular são prejudicadas conforme explica. “Daí é um problema. Se ficarmos sem comunicação e a operadora bloqueia o caminhão num lugar impróprio ou perigoso, a coisa fica preta”, comenta. Ele lembra que numa ocasião precisou mandar 32 mensagens para a seguradora solicitando o desbloqueio. E como essas mensagens são pagas, ainda recebeu “uma chamada” do patrão. Mesmo assim, acredita na utilidade dos rastreadores para a segurança do caminhão, mas impedir o assalto, ah, isso não impede, garante. Para conseguir melhores fretes, Itamar Rodrigues assumiu uma dívida de R$ 6.800 na aquisição de um rastreador e julga ter sido um bom investimentoCristiano Bitencourt destaca as dificuldades enfrentadas quando o sinal fica fraco ou falha e o caminhão é bloqueado em lugares pouco adequadosSe o motorista trabalhar direito, fazer as paradas programadas e se manter na rota não terá problemas com bloqueios, opina Vanderlei FraportiBodão viaja apenas dentro do Estado do Rio Grande do Sul transportando com frequência polietileno do Petrosul, de Triunfo/RS até Uruguaiana, carga valiosa, por isso é exigido o rastreador. Lembra que comprou o aparelho em 36 vezes, pagando mensalidade de R$ 160,00. O sinal é pago pela empresa para a qual trabalha como agregado. Acredita que se o motorista trabalhar direito, sem sair da rota e fazendo as paradas programadas, não terá problemas de bloqueio do caminhão e nem a “pegação de pé”, dos operadores das seguradoras. Considera o aparelho fácil de usar e nunca teve problema “tecnológico”. Com dois rastreadores no caminhão, Lourival Rodrigues acha que o equipamento tira toda a liberdade e cuida mais da vida do motorista do que do patrimônioEm sua opinião, o rastreador cuida mais da vida pessoal do motorista do que do patrimônio. Além disso, as frequentes perdas de sinais acabam causando sérios transtornos, como o bloqueio do veículo em locais perigosos ou até mesmo no meio da estrada. Lembra que um colega que trafegava com 10 minutos de vantagem, foi assaltado na Ruta 5, no bairro Lampa, em Santiago do Chile, no momento em que batia os pneus. Os criminosos o colocaram numa Fiorino enquanto a carreta foi levada para outro local. Ele foi liberado pouco depois sem dinheiro e sem documentos. O autônomo Mauri César Zambom paga seguro total do caminhão e afirma que nunca pensou e nem pensa em instalar rastreador no veículoO autônomo Mauri César Zambom é natural de Santo Ângelo/RS, 44 anos de idade e 26 de profissão, dono de uma carreta com cavalo-mecânico ano 1983, atua no transporte nacional e internacional. Sempre trabalhou como autônomo, nunca pensou e nem pensa em equipar o caminhão com um rastreador, embora saiba da utilidade e das exigências da maioria das transportadoras. “Algumas pedem, outras não”, lembra. E, como carrega constantemente na mesma transportadora, onde já é bem conhecido, e não exigem o aparelho, diz que “vai levando”. O caminhão está pago, tem seguro total e seguro pessoal, portanto, é só trabalhar. FONTE O CARRETEIRO |
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Monitoramento Eficiência questionada
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
O BLOG CARROS JOINVILLE, quer prestar sua homenagem à quem ajudou grandemente a construir a história desse país, trabalhando pesa...

Nenhum comentário:
Postar um comentário