Novos encontros serão realizados em Porto Alegre, Itajaí, e Belo Horizonte
É possível atingir zero acidentes envolvendo
caminhões? E qual a imagem que a sociedade brasileira tem do transporte
de cargas? Como valorizar o motorista e tornar a profissão mais
atrativa? Estes questionamentos estão no centro dos debates do Seminário
Volvo de Segurança Zero Acidentes, promovidos pelo Programa Volvo de
Segurança no Trânsito (PVST).
“Os desafios de segurança enfrentados pelo setor do
transporte de cargas são muitos. Faltam motoristas profissionais no
mercado e o número de acidentes envolvendo caminhões ainda é alto. A
Volvo sempre empenhada em contribuir com a segurança nas estradas
promove debates para buscar caminhos que contribuam para a redução de
acidentes envolvendo caminhões no país, mas também discutir ações que
contribuam para valorizar a imagem do setor e a profissão”, afirma
Solange Fusco, diretora de Comunicação Corporativa da Volvo.
O primeiro debate, realizado dia 4 de setembro, que
reuniu entidades de classe e transportadores, apontou que, entre as
soluções para melhorar a qualidade de vida do motorista e reduzir os
acidentes está o cumprimento e fiscalização da Lei 12.619, que
regulamenta a profissão e limita a jornada de trabalho; e treinamentos
que contribuam para formação de novos motoristas e a qualificação
comportamental e técnica dos profissionais que já atuam na área.
“A regulamentação da profissão é ponto
importantíssimo para aumentar a segurança rodoviária na medida em que,
respeitando os limites de horas de direção, o motorista estará em
melhores condições para dirigir com mais segurança e consequentemente
evitar situações de riscos que podem resultar em acidentes. Mas, para
isso, é necessário que haja fiscalização para que a lei seja cumprida”,
declara Luiz Carlos Podzwato, diretor executivo do Setcepar (Sindicato
das empresas do transporte de cargas do Paraná). “Precisamos encontrar
formas de atrair pessoas para este mercado, para que possamos cumprir os
prazos de entrega”, ao informar que só no Estado do Paraná já estão
trabalhando 50 colombianos como motoristas.
O treinamento dos motoristas, com foco em
comportamento seguro, também foi destacado como um ponto que contribui
para a redução dos acidentes nas rodovias. “Nos nossos treinamentos
trabalhamos os valores pessoais como a família e a profissão, para que o
motorista se sinta mais valorizado”, conta Emerson Abib Miranda,
instrutor de treinamento da Steelllog Logistica. De acordo com ele, que
se tornou instrutor depois de passar pelo TransFormar, realizado pela
Volvo, depois que a empresa implementou o treinamento com foco no
comportamento e na valorização do motorista, a velocidade média dos
caminhões da frota baixou e o número de acidentes é praticamente zero.
Durante o seminário também foi apresentada a ISO
39.001, norma internacional de gestão de segurança de tráfego. “Esta ISO
pode ser um instrumento de auxílio dentro das empresas, pois é uma
ferramenta que ajuda a definir ações e medir resultados que aumentem a
segurança no transporte de cargas”, diz Anaelse Oliveira, coordenadora
do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.
Sergio
Malucelli, presidente da Fetranspar; Luiz Carlos Podzwato, diretor
executivo do Setcepar; Roberto Teixeira, presidente do Sest Senat;
Alvaro Menoncin, gerente da engenharia de vendas da Volvo; e JPedro
Correia, consultor do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.
Próximos debates
O PVST realiza mais três Seminários Zero Acidentes
este ano. Em Porto Alegre, no dia 07 de outubro; em Itajaí, no dia 16 de
outubro; e em Belo Horizonte em novembro.
Os seminários têm como objetivo engajar os
transportadores e entidades do setor na visão Zero Acidentes adotada
recentemente pela Volvo no Brasil. O Zero Acidentes é a visão de
segurança adotada pelo Grupo Volvo no mundo e tem como ideal de futuro
zero acidentes envolvendo os seus veículos.
“Sabemos que a meta de zero acidentes envolvendo
veículos Volvo é extremamente desafiadora, que pode parecer utopia, mas a
realidade só é transformada com ousadia. Por isso precisamos somar
esforços com toda a cadeia de negócios envolvida com transporte
comercial”, explica Anaelse Oliveira.
FONTE CARGA PESADA

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